Política / Eleições 2026

Sidônio reclamou com Flávio de caretas atrás do petista; Dallagnol sentou na 1ª fila com blusa

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Lula ouve Sidônio no intervalo, ao lado do fotógrafo Ricardo Stuckert: movimentação de Flávio no estúdio gerou incômodo — Foto: Nelson Almeida / AFP
O debate presidencial que marcou o primeiro confronto direto dos candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) teve “batalha” de apoiadores na porta da Band, ex-rivais juntos na plateia e bate-boca entre o ministro licenciado Sidônio Palmeira, que está coordenando a comunicação do atual presidente neste segundo turno, com o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
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No primeiro intervalo, Sidônio e outros aliados do petista foram até o rival e se queixaram, em voz alta, que durante todo o primeiro bloco, o candidato do PL apareceu ao fundo enquanto Lula falava, reagindo com gestos e caretas. Essa movimentação no estúdio não estava proibida pelas regras. A situação gerou incômodo, mas não mudou a postura do candidato do PL.
Flávio com aliados no estúdio: candidato treinou para o debate com Pablo Marçal — Foto: Nelson Almeida / AFP
‘Eu prendi o Lula’
Outra provocação partiu do senador eleito Deltan Dallagnol (Novo-PR). O ex-coordenador da força-tarefa da Lav-Jato em Curitiba estava na primeira fila e usava camiseta que dizia “eu prendi o Lula”. A blusa reproduzia um PowerPoint da operação em que várias setas apontavam para o nome do presidente. Dallagnol estava ao lado do governador eleito do Paraná, Sergio Moro (PL), ex-juiz da Lava-Jato.
O debate também foi marcado por atrasos. Flávio deveria chegar por volta das 18h45, e Lula às 19h10. Os dois falariam com a imprensa antes. Mas os dois se atrasaram, não concederam entrevista coletiva e a própria Band teve de ajustar o horário de sua programação.
A demora de Flávio gerou preocupação e tensão em alguns assessores. O atraso se deu porque o candidato queria chegar junto com aliados. E eles foram em peso: nomes como o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), Moro, Dallagnol e o influenciador Pablo Marçal chegaram em uma van.
Marçal ajudou a treinar Flávio para o debate e entrou na emissora junto com o marqueteiro Duda Lima. Em 2024, os dois eram rivais, já que Duda era marqueteiro de Ricardo Nunes (MDB) e chegou a levar um soco, naquela campanha, de um videomaker de Marçal. O caso foi parar na delegacia.
Flávio chegou junto com a ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques, porta-voz econômica de sua campanha. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), veio logo em seguida com o senador eleito André do Prado (PL).
Já Lula chegou com a primeira-dama Janja. Aliados como o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e sua mulher Lu Alckmin, os ex-ministros Fernando Haddad, Simone Tebet e Marina Silva, o advogado Marco Aurélio Carvalho, os deputados André Janones (Rede-MG) e Tabata Amaral (PSB-SP), além do ex-prefeito de Recife João Campos também compareceram.
O petista teve mais convidados do que Flávio, mas como não havia espaço no estúdio, apenas integrantes da campanha entraram. Outros aliados assistiram por um telão na parte externa.
Do portão para fora da emissora, houve uma “batalha” de apoiadores. Centenas de pessoas vestidas com camisetas vermelhas e segurando bandeiras de Lula se juntaram na rua, e entoaram cantos críticos a Flávio desde as 17h. Eles também montaram um telão móvel na rua. Apoiadores de Flávio, vestidos de verde e amarelo, também se juntaram na rua, mas em menor quantidade.
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